No setor industrial, ouvimos constantemente que precisamos de ser "mais eficientes". Mas a eficiência é um conceito abstrato até lhe colocarmos um símbolo (€) à frente.
Se lhe dissessem que ao aumentar o seu OEE em apenas 1 ponto percentual (p. p.), conseguia pagar o investimento anual num novo software ou até cobrir os custos de manutenção de uma linha inteira, acreditaria?
Vamos fazer as contas.
O impacto direto no seu EBITDA
O OEE (Overall Equipment Effectiveness) é o indicador padrão para medir a produtividade de uma máquina. Ele diz-nos qual a percentagem do tempo de fabrico que é realmente produtivo.
Para quantificar o valor real de apenas 1 p. p. de melhoria, vamos analisar os números de uma unidade de produção real:
Faturação Anual: 5.000.000 €
OEE Atual: 70%
Margem de Contribuição: 40% (o valor que resta após deduzir custos variáveis, como matérias-primas e energia).
Quando aumentamos a eficiência, estamos a impactar diretamente o EBITDA (Lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).
Assumindo que os custos fixos já estão cobertos pela eficiência atual de 70%, cada ganho de eficiência traduz-se quase integralmente em rentabilidade líquida.
Neste cenário, 1 p. p. de aumento no OEE não é apenas um detalhe técnico, representa um incremento de X € na capacidade de faturação ou uma otimização direta na margem.
Mas como é que este valor se materializa no seu balanço financeiro?
Vamos decompor o cálculo em 3 passos simples:
Passo 1: Calcular o valor de cada ponto percentual de capacidade total
Se com 70% de eficiência, se consegue produzir 5.000.000 €, cada p. p. de capacidade total vale:
5.000.000 € * 1 / 70= 71.428 €
Passo 2: O impacto real de subir para 71%
Ao aumentar o seu OEE para 71%, está a libertar uma capacidade produtiva equivalente a 71.428 € sem precisar de aumentar a estrutura.
Este ganho pode ser aproveitado de duas formas, ambas com impacto direto no negócio:
• Se quiser aumentar a produção: Consegue entregar mais 71.428 € em faturação sem contratar um único operador extra ou investir em novas máquinas.
• Se preferir manter o volume atual: Consegue produzir exatamente o mesmo volume, mas em muito menos tempo. Isto permite-lhe, por exemplo, reduzir turnos, eliminar horas extraordinárias e baixar o seu custo operacional.
Passo 3: O impacto direto no Lucro (EBITDA)
Como os custos fixos (rendas, salários) já estão pagos pelos primeiros 70% de eficiência, este p. p. adicional tem uma rentabilidade muito maior e só precisa de pagar os seus próprios custos variáveis (os 60% de matéria-prima e energia).
Assim, o restante (a Margem de Contribuição de 40%) converte-se quase integralmente em lucro operacional:
71.428 € * 0,40 = 28.571 €
Tabela de Impacto: O valor de 1 p. p. conforme a sua faturação
Veja quanto dinheiro está a "perder", ou melhor, a não ganhar, por não optimizar a sua produção em apenas 1 ponto percentual:

Onde pode recuperar este 1 p.p.?
Aumentar a produtividade não significa “correr mais”, significa eliminar o "desperdício invisível":
• Reduzir micro-paragens: Aquelas falhas de 1 minuto que ocorrem 15 vezes por turno.
• Acelerar setups: Passar de 30 para 25 minutos na troca de moldes ou ferramentas.
• Qualidade à primeira: Evitar que 1% das peças vá para o lixo.
Parece bom demais para ser verdade?
Não acredite apenas na nossa palavra. Experimente por si mesmo.
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